A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou nesta segunda-feira, 23, o resultado do segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, que apontou o indicador geral de infestação de 1,2 - classificado como médio risco. O estudo foi realizado entre os dias 2 e 6 de março e serve como ferramenta estratégica para mapear a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, orientando as ações de combate ao vetor no município.
O resultado representa um aumento de 33,3% no índice de infestação em comparação a janeiro de 2026. Esse crescimento já era esperado em função da chegada do período chuvoso, que favorece a formação de criadouros do mosquito, e ocorreu de forma controlada. Nenhum bairro da capital está em situação de alto risco, porém, algumas localidades exigem maior atenção, como o Cidade Nova, que apresentou índice de 3,6. Além do Santo Antônio, que saltou de 0,2 para 2,0; do Santos Dumont, que passou de 0,7 para 1,5; e do Porto Dantas, que subiu de 0,4 para 1,7. Embora estejam classificados como médio risco, medidas educativas e ações pontuais já estão em curso para reduzir e evitar a proliferação.
O levantamento de índice de infestação é classificado em três níveis: baixo (de 0,0% a 0,9%), médio (de 1,0% a 3,9%) e alto (acima de 4,0%), e é realizado a cada dois meses, sendo uma ferramenta de monitoramento da presença da larva do aedes, transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya. Os principais focos e criadouros são lavanderias, caídas d’água e tonéis que representam 62,2%. Além de vasos e pratos de plantas, ralos, lajes, sanitários em desuso, entulho e resíduos sólidos, pneus, tanques e calhas.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Duanne Marcele, enfatiza que, embora nenhum bairro esteja enquadrado no alto risco, o esforço para conter a proliferação deve ser coletivo. “Mesmo que o trabalho de campo esteja sendo feito de forma contínua e estratégica, a participação da população é decisiva para o controle do Aedes aegypti. Os principais criadores acontecem dentro de casa. Nossa média está controlada, mas não podemos amenizar. Estamos intensificando ações nos pontos críticos e orientando a população sobre a importância de cuidar de depósitos de água e descartar lixo adequadamente”, ressaltou.
Entre as ações realizadas estão os mutirões aos sábados, uma parceria entre a SMS e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Desde o início de 2026, foram realizadas 66.616 visitas domiciliares por parte dos agentes de combate a endemias. De janeiro a março, foram visitados 1.403 pontos estratégicos, com 117 tratamentos focais com larvicida e 78 tratamentos perifocais com inseticida residual.
A Saúde de Aracaju reforça que o combate ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada. A população deve eliminar água parada, manter reservatórios bem vedados, descartar corretamente o lixo, limpar calhas e ralos com frequência e cuidar de quintais e áreas externas. Também é fundamental que os moradores recebam os agentes de saúde, cuja atuação é fundamental para identificar e eliminar focos que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.
Fonte: PMA




