O Ministério Público de Sergipe (MPSE) denunciou o policial penal Tiago Sostenes Miranda de Matos, de 37 anos, pelo assassinato de Flávia Barros dos Santos, ocorrido na madrugada de 22 de março de 2026, em um hotel no bairro Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju. O caso foi enquadrado como feminicídio qualificado
De acordo com a denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Aracaju, o acusado invadiu o quarto onde a vítima estava hospedada e efetuou diversos disparos de arma de fogo à curta distância, atingindo principalmente a cabeça da mulher, que estava deitada na cama. A arma utilizada foi uma pistola calibre .40 de uso restrito pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia.
As investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por comportamento possessivo, ciúmes excessivos e tentativas de controle por parte do denunciado. Segundo o MPSE, dias antes do crime, Flávia havia encerrado o relacionamento após o homem realizar disparos para o alto durante uma festa em Paulo Afonso, na Bahia, mas acabou reatando após insistentes pedidos de desculpas.
O Ministério Público também informou que o acusado escondia da vítima o fato de ser casado e possuir família em outro estado. Na noite anterior ao crime, durante uma confraternização em Aracaju, ele teria demonstrado contrariedade, deixado o local sozinho e permanecido do lado de fora do hotel aguardando a chegada da companheira. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele tenta contato telefônico antes de invadir o quarto.
Na denúncia, o MPSE pede que o acusado seja submetido a júri popular por feminicídio consumado com agravantes, incluindo o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela foi surpreendida durante o repouso noturno, além da utilização de arma de fogo de uso restrito em contexto de violência doméstica.
Após o crime, policiais militares encontraram o suspeito deitado ao lado do corpo da vítima dentro do quarto. O flagrante foi convertido em prisão preventiva e ele permanece detido no Presídio Militar (Presmil).
O Ministério Público solicitou ainda diligências complementares, entre elas os laudos definitivos de balística e toxicologia, além da extração de dados de celulares e notebook apreendidos. Também foi solicitado à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia o envio do histórico funcional do servidor e o compartilhamento de provas com a Justiça de Paulo Afonso para apuração de outros possíveis crimes e procedimentos disciplinares.
Fonte: F5News




