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Cotidiano

Quais são os erros que destroem o cabo do seu celular?

Manuseio incorreto e uso de produtos paralelos reduzem drasticamente a durabilidade dos acessórios do celular e expõem os usuários a riscos elétricos graves

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 11/06/2026 às 09:26
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Quais são os erros que destroem o cabo do seu celular?

Os cabos de dados e de carregamento dos celulares são componentes essenciais na rotina digital, mas costumam ser frequentemente negligenciados pelos usuários no uso diário. Manter a integridade desses fios prolonga a vida útil do acessório e garante a segurança física das pessoas e dos dispositivos. O descarte recorrente de cabos danificados agrava o problema do lixo eletrônico, que contém componentes de difícil decomposição e gera forte impacto no meio-ambiente.

A manipulação incorreta, somada ao uso de itens sem procedência, expõe o usuário a perigos severos. Para entender a física por trás do desgaste mecânico e os perigos do mau uso, a CNN Brasil conversou com o engenheiro eletricista Bruno Augusto.

O especialista alerta que a negligência diária não afeta apenas o bolso, mas a integridade estrutural das residências. "Cabos danificados ou de baixa qualidade podem causar mau contato, superaquecimento e, em casos mais graves, danificar o aparelho ou até provocar curtos-circuitos e risco de incêndio", alerta engenheiro.

Os erros mecânicos mais comuns

A estrutura dos cabos é composta por finos fios metálicos. Segundo Bruno, essa composição os torna "frágeis a dobras, puxões e torções". Um dos erros mais recorrentes é enrolar o fio de forma muito apertada ou irregular. "Isso gera uma dobra muito bruta no fio, que com o tempo gera trincas internas e acaba rompendo o fio por dentro", explica o especialista.

A recomendação do engenheiro é enrolar o cabo formando voltas amplas, preferencialmente no formato de um "8", e fixar com organizadores sem aplicar pressão excessiva.

A tração incorreta no momento da desconexão também lidera as causas de acidentes, segundo o especialista. Puxar o equipamento diretamente pelo fio força a junção das partes e favorece a ruptura da solda. "Se um fio solto encostar em outro, pode gerar um curto-circuito e resultar em incêndio ou até explosão."

O cabo deve ser desconectado segurando-se estritamente pela base rígida do conector, puxando de maneira sutil, em um movimento único e reto. Manter o equipamento constantemente tensionado também afina a proteção externa e a fiação interna. "O material esticado perde capacidade de suporte energético, correndo o risco direto de derreter", explica Bruno.

 

A vulnerabilidade das extremidades

As regiões mais suscetíveis a danos estruturais estão localizadas nas extremidades, justamente por concentrarem o maior esforço mecânico. O engenheiro detalha o conflito de materiais nessa área: "O conector é uma parte muito rígida, já o fio é flexível. Essa junção acaba absorvendo todos os movimentos do fio e, com o tempo, ela vai gerando pequenas trincas, que vão se acumulando até que a própria solda quebre".

Para mitigar o problema, o usuário deve evitar flexionar o cabo próximo aos terminais. A utilização de protetores de silicone ou reforços em formato de mola atua como um bloqueio físico, impedindo que o movimento ocorra rente aos conectores e preservando a estrutura interna.

O perigo do uso simultâneo ao carregamento

Manusear o smartphone conectado à tomada condena o acessório e coloca o proprietário em situação de risco. A constante movimentação do aparelho tensiona a estrutura e abrevia a durabilidade do equipamento. Além disso, puxões acidentais podem quebrar definitivamente o terminal de energia do próprio celular.

O fator de segurança elétrica é o ponto mais crítico dessa prática. "Os carregadores atuais são conhecidos como 'turbo', ou seja, há uma carga elétrica muito grande passando por eles", explica Bruno. "Usar o celular enquanto carrega significa que você está com essa carga muito próxima de você, das suas mãos, do seu rosto, e se der algum problema e essa carga escapar do carregador, ela vai direto para você", alerta.

Degradação ambiental e cabos paralelos

Fatores climáticos e ambientais degradam rapidamente os componentes. O calor resseca e fragiliza o material, a umidade corrói os contatos, causando ferrugem, e a luz solar direta destrói o revestimento externo, deixando o cabo quebradiço. Esses efeitos são devastadores em equipamentos genéricos.

Os cabos paralelos utilizam materiais mais finos, de qualidade inferior, e pulam inspeções rigorosas para baratear o custo nas prateleiras. "Isso parece até um bom negócio, mas a longo prazo não é", pontua o engenheiro. "Enquanto um cabo original pode durar a vida inteira do celular, um cabo paralelo pode estragar em 1 ou 2 meses, e a compra recorrente ficará mais cara do que um cabo original".

Sinais críticos de falha

A substituição imediata é obrigatória quando o produto demonstrar sinais evidentes de desgaste físico. O engenheiro elenca os indícios que precedem uma falha crítica:

  • Fios aparentes ou capa rachada;
  • Mau contato ao carregar;
  • Aquecimento anormal;
  • Carregamento intermitente;
  • Odor de queimado.

 

Fonte: CNNBrasil

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