Sergipe Notícias
Publicidade
Brasil

Municípios que não adequarem portais podem ficar sem receber emendas

O alerta foi feito nesta quarta-feira, dia 11, pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE)

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 12/02/2026 às 07:40
Compartilhe: Compartilhar no X Compartilhar no facebook Compartilhar no Whatsapp
Municípios que não adequarem portais podem ficar sem receber emendas

Os municípios sergipanos que não adequarem seus portais da transparência às exigências da Resolução nº 370/2025 poderão ficar impedidos de receber transferências de recursos oriundos de emendas parlamentares em 2026. O alerta foi feito nesta quarta-feira, dia 11, pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE), Eduardo Côrtes, ao ministrar a palestra “Esclarecimentos sobre a Resolução n° 370” durante Encontro Técnico promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE) voltado a controladores internos municipais. ​

Segundo o procurador-geral, a obrigatoriedade decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF relatada pelo ministro Flávio Dino, e não de deliberação autônoma do Tribunal de Contas. A norma estabeleceu que os portais deveriam estar adequados até 1º de janeiro deste ano com a finalidade de proporcionar transparência e rastreabilidade. “Os municípios que tiverem emendas individuais previstas e aprovadas em seus orçamentos não poderão receber esses recursos enquanto não houver a devida adequação dos portais”, expôs.

Desde outubro, após a decisão do STF, o TCE-SE e o MPC-SE vêm comunicando formalmente prefeituras e câmaras municipais sobre a necessidade de adaptação. Em dezembro, inclusive, foi expedido um ofício aos gestores requisitando informações detalhadas sobre: a existência de emendas parlamentares municipais previstas no orçamento de 2026 e a situação atual no portal da transparência.

O prazo para resposta do ofício encerrou-se no final de janeiro. De acordo com o procurador-geral, a maioria das prefeituras já enviou as informações, mas ainda há municípios pendentes.

 

Resposta obrigatória e risco de multa

Durante a palestra, Eduardo Côrtes reforçou que a requisição de informações pelo MPC-SE tem caráter obrigatório, conforme o regimento interno da instituição, e o descumprimento pode resultar em representação e aplicação de multa.

Ele também alertou para a possibilidade de representações que possam inviabilizar a execução das emendas nos municípios que não prestarem as informações solicitadas. “É fundamental que aqueles que ainda não responderam o façam com a maior brevidade possível. Precisamos consolidar esse levantamento para acompanhar a conformidade dos portais e evitar prejuízos aos próprios municípios”, destacou.

 

Acompanhamento

Ainda no encontro, o procurador-geral do MPC-SE informou que já protocolou um ofício no TCE solicitando a formalização do acompanhamento da situação das emendas parlamentares no Estado. A partir desse monitoramento, será possível informar ao Supremo Tribunal Federal o panorama de Sergipe quanto ao cumprimento da decisão.

Ao final da palestra, o procurador-geral colocou a instituição à disposição dos gestores e reforçou que o objetivo é garantir segurança jurídica, transparência e regularidade na execução orçamentária.

 

Encontro técnico

​O encontro reforçou o papel estratégico dos controles internos na correta implementação das novas regras e no alinhamento dos entes às normas constitucionais e infraconstitucionais que regem a execução das emendas parlamentares, fortalecendo a atuação preventiva e a efetividade do controle externo em benefício da sociedade sergipana.

 

Fonte: Infonet

Leia Também

Publicidade