Dívida de R$ 40 milhões, frota sucateada e usina desativada limitam trabalho da Emurb

Publiciado em 05/04/2017 as 14:20

Técnicos da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) concluíram um minucioso levantamento da situação física e financeira encontrada no órgão, em janeiro deste ano, que aponta para a incapacidade administrativa do período compreendido entre 2013-2016 e mostra o retrocesso que representou para a urbanização da cidade. A dívida encontrada no órgão totaliza mais de R$ 40 milhões. Atraso nos salários do quadro de pessoal; falta de pagamento aos fornecedores de matérias-primas como cimento, brita e areia, como também dos serviços de engenharia e topografia; greve das firmas terceirizadas por não terem recebido as faturas dos meses trabalhados nem dos encargos sociais; obras paralisadas pelo temor das empresas de não receberem as faturas; tudo isso gerou um descontrole administrativo que, agora, está sendo corrigido e readequado.

Fora isso, a frota de veículos e muitos equipamentos indispensáveis para a execução dos serviços de recuperação asfáltica e na rede de drenagem foram deixados danificados de forma irreversível e sem condições de recuperação. São 15 veículos, uma retroescavadeira, pá carregadeira, motoniveladora, cinco rolos compactadores, vassoura mecânica, prancha transportadora e equipamentos de pequeno porte que deverão ir a leilão em data a ser definida.

Das duas usinas de asfalto, que já foram símbolo de qualidade do material produzido e agilidade na produção, uma foi desativada desde agosto de 2016 e a outra, sem manutenção, transformou-se em sucata. Durante este tempo, a cidade teve comprometido o serviço de recuperação da malha viária. Atualmente, o asfalto utilizado nesta ação é comprado de um fornecedor do município de Itaporanga d'Ajuda e em quantidades ainda insuficientes para sanar todos os problemas no pavimento das vias. Este é o diagnóstico que confirma o caos encontrado na Emurb e todo o trabalho que está sendo desenvolvido para devolver a autoestima dos servidores, recuperar a capacidade de trabalho e viabilizar a oferta de serviços em todos os bairros.

"Devolver a qualidade de vida e o orgulho em morar na capital mais charmosa do Nordeste é o desafio do governo municipal", ressalta o secretário de Infraestrutura e presidente da Emurb, engenheiro Sérgio Ferrari. Ele diz que a nova gestão da Emurb tem buscado superar as dificuldades encontradas e reiniciar o cronograma de trabalho que busca atender as demandas de urbanização e infraestrutura dos bairros da cidade. "Mesmo com um contingente de profissionais reduzido, a programação diária elaborada pela Diretoria de Operações busca atender aos casos mais urgentes, com critérios técnicos. A meta é recuperar a capacidade operacional que a Emurb tinha anos atrás e criar as condições para que Aracaju volte a ser uma das primeiras cidades na qualidade de vida de todo o País".